quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

VIOLÊNCIA:DESARMEM OS ESPÍRITOS

Rivaldo R. Ribeiro
"Um velho índio descreveu certa vez: Dentro de mim, existem dois cachorros, um deles é cruel e mau, o outro muito bom. Os dois estão sempre brigando. Quando perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu: - aquele que alimento."
Devemos pensar mais como seres humanos e não apenas só no que nos divide, infelizmente muitos usam sua inteligência para isso: em arquitetar métodos para ferir o outro de todas as formas, e isto resulta em mais sofrimento, medo, desconfiança e divisões. Todos queremos a paz e a felicidade, todos trabalham com esse objetivo. Estamos num grande estado de avanço na ciência e tecnologia, e no entanto estamos nos tornando superficiais na convivência fraterna, no progresso interior e nos esquecendo da nossa saúde espiritual, estamos nos queixando da violência, no declínio da moralidade, porem qual a nossa colaboração para que isso se resolva, se estamos inclinados apenas ao exterior e na ostentação materialista e no patrocínio da desigualdade, desrespeitando até os direitos de sobrevivência de outras pessoas, são queixas injustificadas pois são queixas das conseqüências de nossas próprias ações desumanas.


A violência tornou-se num tumor social, células que estão se dividindo e multiplicando a cada dia e lançando profundas raízes , que foram criadas por atos que convergiram numa fonte insaciável de desamor.A pratica do amor não é coisa fácil porque ele é abstrato, e encontra uma forte resistência no orgulho, na mentira, na vaidade,na ganância, na avareza, e na falta de humildade. Ser amoroso não é ser subserviente como muitos pensam, pelo contrário é uma luta aguerrida contra os distúrbios que provocam a violência. Jesus Cristo nos mostrou isso quando enfrentou seus opositores na sua pregação , depois se permitiu ser flagelado e pregado na cruz para convencer e transmitir ao mundo a verdade deste amor, imaginem se fosse ao contrário...seria vencido e não mudaria o mundo.

Vê como é difícil a pratica do amor, tem-se que ter coragem, porque todos queixam da violência mas não querem o amor.

Vou contar-lhes uma pequena historia verídica: Num determinado dia apareceu um furúnculo numa das nádegas de um trabalhador rural, no seu trabalho tinha que andar a cavalo mas a dor era de tal maneira que se tornava impossível e muito doloroso, porem o patrão não entendeu pois ele próprio nada sentia e não se compadeceu, o rapaz continuou a andar a cavalo até certo ponto, e no fim da tarde se arriscou a ficar desempregado e pediu demissão, mas como Deus fecha uma porta e abre outra, hoje ele tem um trabalho melhor e um patrão que o respeita e lhe dá o verdadeiro valor. A paz é fruto da justiça, profeta Isaias. 32,17.

O primeiro patrão nada colaborou com objetivo da paz e não tem direito de reclamar, foi irracional, usou a lei do bruto, foi indigno de sua espécie e tirano, pois provocou raiva, sentimento de abandono a este empregado que poderia tornar-se violento com a injustiça, porem o segundo patrão restabeleceu o sua autoestima, a confiança, e colaborou para que mais uma célula deste corpo social ficasse sadia, tornando-se uma unidade essencial para agregação do homem.

Armamos nossos espíritos com intrigas, rasteiras, injustiças, desconfianças, covardias, insultos,intolerância,calúnias, o que vocês acham o que vai acontecer , a PAZ???

O conceito de Paz está na consciência de cada um e ações, contudo são sementes que plantadas podem nascer espinhos mortais ou flores, quando nascem espinhos são difíceis de extirpar e prejudicam a todos, no entanto as flores com sua delicadeza e perfume mesmo que caiam algumas, atrairão os mais felizes , anunciarão a primavera e produzirão frutos.

Somos como as plantas...

Somos como as plantas, não somos verdes, mas somos como as plantas.

Quando nascemos somos como as sementes das plantas, que depois de germinadas sempre procuram a luz.

Às vezes quando elas nascem num canto qualquer, debaixo de um tronco, algo que as impeçam de crescer, elas vão ficando fininhas, se esticando, esticando, dando voltas, serpenteando, até encontrar o caminho da luz...E a sua folhinha verde se abre para o sol, para a luz.

Somos como as plantas, as plantas são como nós, os animais e nós somos como todos, somos todos um.

Pertecemos ao mesmo organismo vivo, vivemos no mesmo seio quente da mãe Terra, somos natureza e pisamos nela, poluimos ela, tocamos fogo nela.



Mas nao devemos esquecer que a vida precisa da luz, ela procura a luz do sol e a luz espiritual....



















SONHOS UTÓPICOS...

Hoje cheguei a uma conclusão, achava-me deprimido, não!

Como poderia entender tantos sofrendo por causa de uma minoria....

Crianças morrem e choram de fome pelo mundo inteiro por causa de uma minoria....


E a maioria se cala, sabem por quê?

Porque todos querem entrar para o clube dessa minoria, sonhos utópicos que passam à vida tentando...

Se a realidade lhes mostrasse por inteiro, mudariam o mundo...


Rivaldo R.Ribeiro


Sonhos sempre foi a liberdade...

"Passo os dias "preso" trabalhando.

Tempo não tenho para fazer isso...


Com certeza, preferiria olhar o mundo de forma diferente. ..


Todos sonham durante a vida com a liberdade, a vida passa e a liberdade não vem..."

(Rivaldo R. Ribeiro).

Sonhos e esperança de um país melhor.

Muitas vezes eu olho para as ruas de meu país e sonho... Como seria melhor se fossemos mais conscientes em tudo!
Mas não, somos em muitos casos um povo submisso ao errado. Algumas vezes por medo, outras vezes por sonhar que em algum momento poderemos estar no lugar deles ganhando e locupletando-se sem ser punidos.

São atitudes que levam qualquer sociedade a loucura da violência, a falta de patriotismo e civismo. Resultando num povo sem características de nação, apenas um amontoado de gente travestida e imitadores dos que dominam.

Uma pena! Não é isso que sonhei e sonho para meu país...

Segundo os místicos estamos entrando na era da Luz, tomara que estejam certos, porque o poder da Luz é infinito e ela não permite que nada fique escondido...

Esperança? Ela já desponta em muitos quadrantes da nossa terra, não é ser apenas critico ou azedo como o nosso querido Presidente comentou, mas não é ser cego o que está diante dos nossos olhos e cotidiano.

Um exemplo claro, basta qualquer um de nós necessitarmos de um exame medico sofisticado ou até mesmo simples, a fila que nos aguarda em alguns casos pode ser de meses.

Será que as enfermidades podem esperar por tanto tempo? Muitas vezes corre-se o risco dos exames serem autorizados para os túmulos, pois a medicina não é capaz de diagnosticar a urgência de um tratamento sem ter em mãos os exames necessários para isso.

Enquanto isso prédios públicos são construídos com verbas gigantescas, que muitas vezes não tem utilidade social alguma. Maquiam as cidades encobrindo seus males.

Ergam os tapetes e tapam os narizes... Ou não permitam que escondam as sujeiras, conscientizando que somos todos um, onde alguém perde todos perdem. E Essa sociedade nunca será justa para ninguém...

Rivaldo R.Ribeiro

Comentário de Mario Augusto de Moraes Machado (Morani)-Nova Friburgo-RJ sobre o meu conto “O menino deficiente” que publiquei nesse blog no dia 26/05/2010

Grande vida, sem que tivesse a noção exata da "prova" a qual se sujeitava. Criança ainda e já se formava em seu espírito vivaz os questionamentos à sua própria condição de Vida. Ansiava descobrir o futuro abrindo-lhe às portas todos os seus receios, todas as suas esperanças e todos os seus sonhos. Há muitas outras crianças assim. Eu fui uma delas, também.


"O que pode haver além do horizonte?" Só o Futuro descortinaria aos anseios do Menino Deficiente o que seria a sua existência além dos mistérios, além de seus medos e de suas aspirações. Ele se escondeu ao máximo para não se ver conspurcado em seus sonhos e em seus planos, que os tinha, mas mal formados pelas dúvidas que carregava consigo como pesado fardo cheio de pavores. Sem entender as razões de suas limitações não lobrigou que força maior se agigantava em seu íntimo. Era preciso dar tempo ao tempo. Transformou-se em um desbravador de "sucatas" por acreditar, talvez, que o seu pequeno mundo jamais sairia das fronteiras em que vivia. Os velhos livros lhe abriram a visão maior - os frutos das sucatas.

Encontrou, ele, na singularidade da situação, os primeiros degraus de sua subida. A força de vontade indômita adveio de um jogo de bola em que levou uma pancada e deixou o campo de jogo. Voltou. Demonstrava, já, toda a sua "teimosia" em não aceitar ser menos que os demais. Diga-o sua irrepreensível vontade de montar a uma bicicleta e sair pedalando com uma só perna - a "boa", à esquerda.

E o que não conseguiria esse Menino Deficiente? Buscar refúgio debaixo de camas, entre teias de aranha, não o assustava. Assustava-o mais os olhos perquiridores das gentes sem sentimentos e sem respeito por sua deficiência. A orfandade o atingiu cedo ainda. Mas havia outro Pai, alerta e cuidadoso, guardando para ele as mais brilhantes situações.

Emocionante é a passagem à praça da cidade e o carrinho de pipocas. Humilhante? Não para ele que via tudo de modo avesso aos dos outros garotos. Continuou a sofrer na escola, mas foi lá que se quebrou uma parte do "gelo" a que se via mergulhado. Ou enfrentava o mundo ou o mundo faria isso o separando de entre os demais. Teria escolha o Menino Deficiente? Não! A Vida o havia escolhido.

Desafios não são para serem testados, mas enfrentados. No íntimo ele sabia e o provou, anos mais tarde. A Natureza não dá saltos, mas caminha lentamente, porém direito ao seu Destino. Uma sua testemunha jamais poderá falar ao seu favor: um passarinho que ele encontrou certa vez sem possibilidade de alar-se em vôos libertadores. Colocou-o às mãos protetoras e em uma prece ao Pai Superior, que já o Tinha à conta de um cavaleiro de capa e espada, atendeu seu pedido. O passarinho alçou vôo direto de sua mão. Que de encantamento! Vaticínios? Sem dúvida foram.

Topou caminhos de pedras e de flores. A qual enveredar? Não seria sua a escolha. Sua escolha já se achava pronta e justa a se encaixar a ele. Ele entendeu que os de pedra foram os primeiros a lhe burilar a Alma como se burila uma pedra preciosa para lhe tirar mais brilho, como os diamantes.

O Menino Deficiente não anda pelo Mundo. Ele anda pelos caminhos ásperos ao mesmo tempo em que suaves de José Bonifácio, SP. Não tem mais sua bicicleta, mas tem um seu veículo automotivo - Fusca - que o atende muito bem nas andanças que empreende pelo município.

Vê-lo por lá, em momentos que seriam de folga, não é difícil. Se você não pode estar lá, imagine-se lá ao seu lado em visitas a lugares ermos a fim de evitar desastres de graves proporções para José Bonifácio e sua população ordeira. É chefe de família; é pai, dos mais dedicado, e mais dedicado filho da Mãe Natureza que o Pai Maior o fixou ali para a proteção de Suas Criações. Eis como vejo atualmente o Menino Deficiente, que deixou de ser.



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