quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

DIALETO PORTO-ALEGRÊS








O primeiro  vídeo recebi da amiga de Porto Alegre-RS: Marina Rivero.
Depois estiquei o assunto. Barbaridade Tchê!


terça-feira, 8 de novembro de 2011

I miei abbracci per tutti!!! (Meu abraço para todos! )







Eu recebi esse vídeo por email de uma amiga de Porto Alegre, ele mostra como somos dependentes de carinho, mas não demonstramos, andamos pelas ruas sisudos e mal humorados como se todos fossem inimigos.

No filme algumas pessoas convidam os transeuntes através de um cartaz a se abraçarem, no inicio as pessoas se mostram arredias, mas se convencem e a fraternidade humana adormecida dentro de cada um de nós começa a se manifestar. E os abraços vão se sucedendo cada um esboçando seus lindos sorrisos de satisfação. 

Temos que acreditar, não somos inimigos, pois dependemos um do outro, no dia que chegarmos a essa conclusão haverá paz no mundo...


(Rivaldo R.Ribeiro)


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Esse vídeo foi feito na Itália. LINDO....É CONTAGIANTE!!!!!
Assista, ...e considere-se abraçado !
I miei abbracci per tutti!!! (Marina Rivero-Amiga de Porto Alegre):









segunda-feira, 3 de outubro de 2011

:::Deus como te amo (Dio come ti amo)




Esse filme marcou a minha vida, passaram-se os dias,os meses, os anos...O tempo...

Mas a emoção ao ouvir essa musica ainda continua forte.

Quando o vi ainda era um jovem adolescente, e naqueles  tempos o que  realmente valia era o amor puro, com sentimentos carregados de emoções ao extremo, a ponto de dizer a Deus sobre esse amor: "Deus como te amo" (Dio come ti amo)

Quando o amor nascia vinha de dentro da alma,  portanto longe do amor material ancorado na beleza carnal dos tempos modernos.

Que pena que mudamos tanto!...


VEJA MAIS CLIQUE AQUI:::Deus como te amo (Dio come ti amo)


domingo, 2 de outubro de 2011

ALEM DO RIO E DO ARCO ÍRIS- Por Rivaldo R.Ribeiro





Chovia sereno, mas triste...
Olhava da janela alta os campos opaco,
Livre porque podia ir...
Preso porque a água caia fria

Saudade do outro lado do rio,
Lá morava meu amor,
Imaginava o que ela fazia naquele momento,
Também olhava pela janela alta e via os mesmos campos opaco.
 Tempo de chuva nos aquieta o corpo,
Mas a mente fervilha de poesia e sentimento,
Ora ficamos tristes... Ora alegres...

A chuva caia quase como uma neblina,
Mas mostrava que o sol ainda estava ali,
A sua luz branca e viva criava no céu um arco íris.
Meu amor do outro lado do rio estava alem do arco Iris...
Distante dos meus olhos e de mim.

Alem do arco Iris, não havia nada... Porque lá ele não existia...
Fechei a janela alta e adormeci...








ARCO ÍRIS


O arco íris é um fenômeno deveras intrigante e de muita admiração, nas lendas populares dominavam histórias fantásticas para todos os gostos e imaginação. Diziam que no final do arco íris havia um pote de ouro, ou a ameaça das mães aos meninos travessos dando conta que a passagem por baixo do arco íris trocariam de sexo, e os garotos dessa forma se comportavam depois das chuvas.

E o que mais me convencia era que o arco íris seria o caminho para o céu, porque nos vem a mente algo perfeito, de grande equilíbrio de paz e harmonia.
Hoje compreendo que ele pode ser o reflexo do equilíbrio na natureza: um caminho para o céu. Céu? Paraíso: campos verdes, florestas protegidas, flores, insetos, vida...

O arco íris é um fenômeno da física, óptico e meteorológico que quando a luz branca do sol atravessa as gotinhas de água na atmosfera após uma chuva "normal", transformam nas cores brilhantes que se formam no Céu. As gotinhas funcionam como um prisma que decompõe a luz branca do sol em varias cores (7) (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo ou anil e violeta).
Assim o arco íris atesta o equilíbrio climático na região de sua ocorrência, pois são formados após chuvas calmas e tranqüilas, como diziam o pessoal lá da roça "uma benção que veio do céu."

Um fenômeno maravilhoso que já tornam raros, com aridez que se tornam nossos campos, por causa das queimadas, desmatamentos, os arco íris só poderão ser vistos nas fotos.
(Rivaldo R.Ribeiro)



Intimações de Imortalidade



"A luz que brilhava tão intensamente
Foi agora arrancada dos meus olhos,
E embora nada possa devolver os momentos
De esplendor na relva e de de glória nas flores,
Não sofreremos, melhor, encontraremos força no que ficou prara trás".
(William Wordsworth)

domingo, 25 de setembro de 2011

LIBERDADE E O CAMINHO, Por Rivaldo R.Ribeiro



Em frente aos meus olhos: a vida mostra-se bela, como um palácio encantado e misterioso, uma musica com uma melodia suave traduzia que lá está tudo bem e feliz, que não existem problemas...
Outro mundo se forma na minha imaginação, uma distancia que parece curta, de conquista imediata, um abstrato na visão, uma ilusão de ótica que não considera as curvas, aclives e declives para chegar ao destino, parece uma linha reta como se fosse possível flutuar sobre os acidentes deste terreno.

Estou aqui imaginando do lado oposto: o ponto final, mas como chegar até a ele se entre mim e ele existe a luta contra o mundo, que sempre nos impede com suas sombras? Sonhar nos leva a realidade, mas para que isso aconteça além de vários atalhos, teremos que construir muitas pontes, atravessar pântanos, abrir trilhas no meio da mata, desviar dos monstros azuis, verdes, vermelhos, de todas as cores e maneiras, coisas que sempre interpõe a nossa frente e impedem de realizar a travessia.

A coragem só manifestava-se enquanto transcorria “o inverno”, quando os caminhos estavam bloqueados e com isso nos davam as desculpas para o medo e a covardia de ir em frente, e os sonhos que vinham com força e entusiasmos ficavam adiados...

Porem ao iniciar-se a “primavera” escancarando as portas do mundo, quando as plantas começavam a reverdecer e as flores perfumarem ao vento, o sol dando energia à vida. Os sonhos da liberdade chegavam com suas angustias, e o medo do caminho voltava a aniquilar-me, olhava a imensidão a minha frente: não tinha dado nenhum passo, não havia descido nenhum degrau à frente da porta, não conhecia a emoção do começo, apenas escravo e servidor do cotidiano do mundo com suas fronteiras. Buscava segurança em vez de coragem...

Continuarei assim esperando? E a vida é como as vagas do mar revolto sacodem o barquinho, leva para cima e de repente despenca das alturas, é uma montanha russa desgovernada... Meu Deus! São coisas que não tenho controle? Ora, Ora!!! Mas ela está em minhas mãos e sou seu timoneiro... Então porque não seguro com força e coragem, preciso dela para travessia...

Reúno todas as forças... À frente no horizonte, o "palácio encantando" não está tão longe assim...

Percebi que alguns medos já não os tenho mais: pois já tinha vencido boa parte deste longo caminho, deixei para trás os pântanos, as pedras, as pontes, e de longe olho as relíquias do passado que são tesouros bem guardados num cofre sem segredos, no entanto continua com a porta fechada e estão escondidos pela superficialidade que encobre a sabedoria que se manifesta tímida, com medo das incredulidades...

Para quem quer chegar não deve desconhecer que as trilhas das conquistas não são caminhos retos, mas livres de todos os medos...

"É só imitar os cavalos que correm soltos pelos campos, sem imaginar que possa existir cercas, fronteiras e rédeas, mas que naquele momento o resto do mundo não existe, apenas a alegria de correr solto para a liberdade..."




Espíritos Evoluídos

Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos.


Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.
Um dos garotos tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro.
Diminuíram o passo e olharam para trás. Então viraram e voltaram...

Todos voltaram…


Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse:
- Pronto, agora vai sarar!
E todos os noves competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada.
O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos...
Talvez os atletas fossem deficientes mentais...
Mas com certeza, não eram deficientes espirituais...


"Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique ter que diminuir os nossos passos..."


“Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso"..


O SUCESSO É CONSEQÜÊNCIA.
"A bondade é a semente e o amor é o fruto"


(AUTOR DESCONHECIDO. )

O DIREITO AO DELÍRIO




Eduardo Galeano


Para que serve a Utopia?

A utopia está no horizonte.

Eu sei muito bem que nunca a alcançarei, que se eu ando dez passos ela se distanciará dez passos.
 Quanto mais a procure, menos a encontrarei, porque ela vai se distanciando quando mais me aproximo.
 Pois a utopia serve para isso, para CAMINHAR.

“Se não nos deixais sonhar, não os deixaremos dormir”.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Almas Perfumadas

Almas Perfumadas (Carlos Drummond de Andrade)


Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente
no balanço de uma rede
que dança gostoso numa tarde grande,
sem relógio e sem agenda.

Ao lado delas, a gente se sente
comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce
da cor mais doce que tem pra escolher.

O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade,
mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água
é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe
que os anjos existem e
que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente
se sente chegando em casa
e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o
gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece
manhã de Natal do tempo em que
a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas
que Deus acendeu no céu e daquelas
que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que
o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente
visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia
do toque suave que sua presença sopra
no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que
a sensualidade é um perfume
que vem de dentro e
que a atração que realmente nos move
não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no
instante em que rimos, Deus está conosco,
juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Tem gente como você que nem percebe como tem a alma Perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus.

domingo, 4 de setembro de 2011

Se os Tubarões Fossem Homens- Por Bertold Brecht

Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais.


Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias, cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo.


Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos.


Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões.


Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos.


Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos.


Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.


Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista e denunciaria imediatamente aos tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.


Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre sí a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.


As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que entre eles os peixinhos de outros tubarões existem gigantescas diferenças, eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro.


Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos


Da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.


Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, havia belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nos quais se poderia brincar magnificamente.


Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.


A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos .


Também haveria uma religião ali.


Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria essa religião e só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida.


Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.


Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar e os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiro da construção de caixas e assim por diante.


Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.



Sobre o(a) autor(a):
Bertold Brecht (1898-1956), nascido em Augsburgo. Escritor e dramaturgo alemão, além de grande teórico teatral. Desde menino escrevia poesias de forte conteúdo social. Foi perseguido pelos nazistas pelo seu comunismo militante.

Clique e pesquise:BERTOLT BRECHT


 

Os Cães Lambem os seus companheiros quando morrem... Por Rivaldo R.Ribeiro

Ainda é criança, mas já trabalha e se esgota ao ponto de seu corpo tomado de estafa adormecer num sono de desmaio.

Sua alimentação é sempre com muitas calorias, pois dessa forma suporta as exigências dos patrões no dia a dia, tem que cumprir suas tarefas com destreza e rapidez, para se livrar do incômodo estigma que acompanha a maioria das pessoas da sua classe social: a preguiça.


Cresce longe das características de uma jovem bonita, seu corpo é disforme pela robustez dos músculos e gordura que se formou ao longo da vida, tímida vê o mundo conformada, foi o que a vida lhe deu: trabalho e uma grande fé em Deus.

Agora adulta o seu coração já havia reclamado várias vezes, ameaçou com uma greve, bateu forte num repique de tamborim, gritou como uma cuíca, o levaram para uma revisão: o diagnóstico seria descanso, novo ritmo de vida, novos alimentos deveriam passar por suas artérias.

Assim ele foi no compasso do toque do surdo, era o puxador dos outros órgãos de um corpo já cansado, todos dependiam dele, muita responsabilidade para quem nunca tinha dado muita atenção...


Um dia dentro de um centro de saúde ele resolve dar o último aviso, é um coração brasileiro: foi feito para ter paciência.

Bate forte novamente, altera a pressão, prende o oxigênio, os outros órgãos protestam, causa um desarranjo no organismo e desequilibra todo o metabolismo, ele pede por socorro: A mulher tímida tenta respirar, geme, apresenta vômitos...

Os profissionais da saúde ignoram a gravidade daquele momento e aplicam passivos os primeiros socorros de rotina: eles não souberam identificar que aquele coração se rebelava e o corpo começa a desfalecer, outra paciente da sala de espera alerta desesperada para a gravidade do caso, as enfermeiras e o médico de plantão intensificam atendimento, mais é tarde demais...


Isso é um caso entre tantos que nos leva a refletir sobre a Saúde no Brasil, um momento crítico e triste que poderá ocorrer conosco, com alguém que amamos ou com outro ser humano.


Para refletir: os cães lambem os seus companheiros quando morrem. ..

O MEU AMIGO OSCAR.Por Rivaldo Roberto Ribeiro

Eu tenho um amigo, o Oscar, nunca poderia deixar de escrever sobre ele. É uma pessoa simples, a sua vidinha se resume em andar pelas ruas com sua bengala, receber a aposentadoria, e sorrir por qualquer coisa...


Eu tenho a honra da sua visita todas as manhãs no meu trabalho, na hora certinha o Oscar aparece,e com o polegar ele faz sinal de positivo. Por causa das dificuldades com a fala, pronuncia alguma coisa que às vezes não compreendo, mas damos nossas risadas juntos, eu o considero um dos meus melhores e verdadeiros amigo.


Outro dia ele mostrou um sapato novo que havia comprado, estava muito feliz por isso...


Depois de contar um pouquinho sobre a sua vida, ele se despede dizendo: falou!... E vai embora... Como se tivesse cumprido uma tarefa.


Ele Fica feliz por me ver... Outro dia eu sai de férias... O pessoal disse que quase todos os dias ele perguntava o dia da minha volta..


Pois é, com sua limitação mental e física, ele se mostra feliz, digno, e fiel as suas amizades.


Nós que nos julgamos inteligentes, conhecemos as coisas do mundo, os perigos, vaidades, orgulho, disputas por uma cadeira... Por uma cadeira! Aquelas cadeiras que tem o poder de transformar uma pessoa honesta em... Vocês sabem! Somos felizes?


Quem sabe se fossemos um pouquinho igual ao Oscar, mais humanos como ele, nos faria muito bem...


Infelizmente o seu problema de saúde piorou, suas pernas estão fracas, com desgastes nos joelhos e nos quadris, agora caminha com a ajuda de um andador, imaginem mesmo assim apareceu feliz para mostrar a mim o novo aparelho, disse que seu médico o instruiu a ficar em casa, mas ele se recusa alegando que dessa forma a doença avança.


Se um dia ele não conseguir mais andar... vai chegar a minha vez de visitá-lo... Isso se meu egoísmo não falar mais alto!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

George Carlin-Pensamento.

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente. 

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.


Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.


Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.


Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.


Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar,mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.


Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.


Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir maiscópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.


Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas". Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.


Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.


Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!


Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.






sábado, 20 de agosto de 2011

RESAMENTOS E REFLEXÕES,Mahatma Gandhi

Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra.

A vida é um todo indivisível.





quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Indiferentismo

Agora só se fala em “diet”, ou “light”,
Nos produtos usados na dieta;
Endereços virtuais dizem que é “site”
E falam em “bike”, em vez de bicicleta!


A esnobe sociedade diz “society”...
Ao invés de cancelar falam “deleta”!
O cão de meu vizinho chama “White”
E “Cat” é sua gata predileta!

Assim a Língua perde o seu valor
Aceleradamente, ano a ano,
Se até por “love” estão tratando o amor!


Brasileiro não tem nacionalismo
E só admira o norte-americano,
Levando ao brejo o nosso patriotismo!

Amilton-14.08.11

terça-feira, 16 de agosto de 2011

DEPENDE DE VOCÊ

Nada se compara à preciosidade de uma vida. Num tempo em que os bens materiais são mais importantes que o bem estar do indivíduo, pois que este se submete a qualquer sacrifício para obtê-los, mesmo passando por cima da própria dignidade, o sentido da vida perde espaço para a prioridade da posse. Viver torna-se um jogo competitivo, onde muitos dão as cartas e outros sucumbem sob o mando e desmando de uma minoria.
Uma parábola do mundo budista dizia que certo homem, muito rico, um dia viu seu ouro se transformar em cinzas. Recolheu-se em seu leito de angústias recusando qualquer alimento. Sem seus bens, a vida não tinha razão de ser. Um amigo tentou confortá-lo e reanimá-lo: “Tu não fizeste bom uso de tua riqueza, pois que Ouro acumulado não vale mais que cinza. Agora escuta com atenção o meu conselho. Estende esteiras na praça, junta em montes essas cinzas e finge negociar com elas”.
Perdido por perdido, não custava tentar. Então o rico moribundo assim o fez. Os amigos lhe perguntavam: “Por que vendes cinzas?” E comentavam sua loucura. Algum tempo depois uma criança órfã e muito pobre passou pelo seu improvisado bazar e se encantou com suas mercadorias: “Senhor, por que empilhas ouro e prata para vender?” Admirado, o homem que se dispunha a desfazer-se das “cinzas” que lhe restavam, pediu à menina que lhe apontasse suas riquezas. A menina encheu as mãos de cinzas e estas se transformaram em ouro.
Descobriu assim que o ouro nas mãos do avarento de nada vale, mas quando posto nas mãos do pobre, partilhado e não apenas retido para si, de cinza que era, torna-se ouro puro, abençoado.
A história nos remete para outra, quando duas pessoas fizeram uma aposta de vida ou morte. A pessoa que se julgava mais esperta, dona de soluções que sempre lhe favoreciam na vida, topou o desafio com ares de dono da verdade. Afinal, tinha em mãos um pássaro, um segredo de vida que lhe possibilitara muitas conquistas. Ao outro cabia desvendar esse segredo, responder-lhe acertadamente se o pássaro que possuía em mãos estava vivo ou morto. Se dissesse não, abriria a mão e daria liberdade ao pássaro. Se dissesse sim, o apertaria impiedosamente, até tirar-lhe a vida. De qualquer forma, ganharia a aposta... Mas eis que a resposta pôs por terra sua pretensa sabedoria: “Depende de você”.
Sim, a vida depende de nós. Juntar riquezas, acumular bens, também depende da visão mental que vem da sabedoria do Espírito, não da esperteza humana. Essa é a aposta que Deus faz com os homens. Esse é o pacto: colocar em nossas mãos o privilégio da escolha entre a vida e a morte, entre a riqueza do mundo material – as cinzas que nos sobram – e o vislumbre das cinzas que somos – a consciência de que nenhuma riqueza será verdadeira sem a visão do pobre, a solidariedade, a responsabilidade de bem gerir as riquezas que a vida nos concede. Um pássaro nas mãos vale mais que dois voando, diz o povo. Mas enquanto o temos, enquanto a decisão de permitir-lhe a vida ou asfixiá-la apenas e tão somente para dela obtermos proveito, não é uma aposta ganha. Quem assim joga na vida, perderá – com certeza – a visão beatífica dos tesouros verdadeiros, aqueles que acumulamos do outro lado.
Junte as cinzas que lhe restam. Não as lance ao vento; negocie com elas, faça-as reluzentes, brilhantes aos olhos não dos homens, mas de Deus, do Cristo que passa na pessoa do pobre. Não aprisione um pássaro só para dele se aproveitar, ganhar, ganhar, ganhar. Liberte-se, liberte-o. Pois sua vida depende de você, está em suas mãos.


WAGNER PEDRO MENEZES  








quarta-feira, 3 de agosto de 2011

FLORES! PRIMEIRO SINAL DE VIDA...Por Rivaldo R.Ribeiro


Caminhando entre rochas e dunas escaldantes, o vento soprava quente e seco durante o dia e a noite o frio terrível tomava conta do nosso corpo. O nosso sentido perdia-se, a pele ficava dura e quase sem vida.

Os suprimentos estavam no fim, a agua estava racionada e era servida em gotas, estávamos perdidos... Nenhum sinal de vida no céu ou na terra, apenas um horizonte terrivelmente belo.

O instinto de sobrevivência nos levava nas costas, até quando poderíamos suportar aquilo?

Num dado momento que todos haviam desistido uma “miragem” apareceu diante dos nossos olhos: Uma pequena flor resistia e coloria a terra ressequida a nossa frente... Pequena mas de cores firmes, era azulada e de 07 pétalas. Sete pétalas lembraram-me que esse era um numero de sorte e perfeito. Veio a força novamente, fraca, mas veio. Erguemos nossos corpos doloridos e esqueléticos e a cada passo mais uma flor, outra flor... Percebemos!!. Estávamos salvos!

As flores sempre foram sinal de vida...

Logo à frente a civilização era denunciada com tudo de bom e ruim que ela possui, mas era lá o nosso lugar...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Octogenário!

Já estou há oitenta anos na escola da vida!
Nem por isso, no entanto, sinto-me formado,
Ou pronto para a prova final, que é sofrida
Para quem não cuidou de um preparo adequado...


Perdoa-me, Senhor, por ter desperdiçado
A quadra que me deste para a pretendida
Melhora que não fiz; e sei que sou culpado!
Mas, por favor, meu Deus, retarda minha partida.


D´hoje em diante usarei o prazo que me resta
Para fazer do amor à Vida a melhor festa
E à qual convidarei a todos meus irmãos!


Quero recompensar o tempo que perdi,
Fazendo agora o bem com minhas próprias mãos
E merecer, no fim, chegar bem junto a Ti!


Amilton


25.07.1931 – 25.07.2011





VIDA...

A vida e curta demais.

A gente dorme jovem...
Acorda no outro dia olhando para o teto, tenta pegar o relógio e não consegue enxergar as horas, cadê os óculos?

Pronto estamos velhos...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

INCREDULIDADE - Lc 16, 19-31-por Amilton M. Monteiro

Havia um homem rico que só se vestia
de púrpura e linho; e se banqueteava
com intensa glutonia, todo santo dia,
enquanto em seu portão um pobre se prostrava
a mendigar, na busca de matar a fome,
com um pouco de migalha que ao rico sobrava.

 Mas ao chagado Lázaro (era o seu nome),
o rico nem ligava ou dava o que comer.
E, enquanto na miséria o pobre se consome,
somente os cães, as chagas vinham-lhe lamber.
Aconteceu que um dia aos seios de Abraão
foi conduzido o pobre, logo ao falecer. 

Tempos depois quem morre é o rico. E, sem perdão
foi para o inferno. E lá, das aflições no meio,
ao levantar seus olhos tem uma visão:
ao longe, vê Abraão com Lázaro em seu seio.
Então, gritando diz: “Abraão, meu pai querido,
tem compaixão de mim que este tormento odeio!

Oh!, por favor, te imploro, atende o meu pedido
e, sem demora, manda Lázaro molhar
a ponta do seu dedo n´água, e assim embebido,
me traga, para a língua um pouco eu refrescar,
pois nesta chama estou penando, atormentado!”.
Abraão, porém lhe diz, fazendo-o recordar.

“Lembra-te, filho meu, que em vida te foi dado
colher só bens, enquanto Lázaro só males.
Agora é dele a vez de ser bem consolado;
E tu atormentado. Além do que, esses vales,
descomunais abismos que entre vós e nós
se firmam, doravante exigem que te cales, 
 pois quem quiser passar daqui pr´onde estais vós
não pode. E nem sequer os que aí estão
podem até nós chegar”. E diante o fato atroz
o rico retrucou: “por comiseração
te peço que o envies, pai, ao meu paterno
lar, onde estão meus cinco irmãos!. E de antemão
alerte-os pra evitar de vir para este inferno!”

No entanto, Abrão responde: Eles já têm Moisés
e os Profetas meus. Que tenham ouvido terno
ao que eles dizem”. Mas o rico ao invés
de se calar, retruca. “Não, Abraão, meu pai,
pressinto que somente sendo através de alguém que for dos mortos ter com eles, vai fazer que meus irmãos pratiquem penitência”.

Daí a voz de Abraão, concluindo, sobressai:
“S´eles não dão ouvidos (ah! Que negligência!),
ao que todos os Profetas estão a proclamar,
tampouco valerá de um morto a advertência,
nem se ressuscitar irão acreditar”!


Amilton M. Monteiro

Publicando originalmente no dia Sábado , 14 de Março de 2009-
no blog ATITUDE CRISTÃ-       http://caminho.perfeito.zip.net


quinta-feira, 21 de julho de 2011

AMIGO- Por Amilton Maciel Monteiro

Amigo qual você é jóia rara
Que eu quero conservar até morrer...
Tivesse o mundo inteiro uma seara
De gente de seu jeito, que prazer!


Você, sempre é cordial e nunca pára
De demonstrar apreço e bem-querer
A todos que o conhecem “cara a cara”,
E até mesmo através só do escrever!


Eu peço a Deus que assim sempre o conserve
Com tanta educação e tanta verve,
Para tornar a Terra mais feliz!
E sei que o Pai do Céu me atenderá,


Porque é Ele mesmo que me diz,
Que quem pedir, com fé, alcançará!


amilton


Obs.Poema que recebi do autor,
Fiquei muito feliz e orgulhoso por ter
tão grande amigo.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Aos que vierem depois de nós



Realmente, vivemos muito sombrios!
A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri
ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar.


Que tempos são estes, em que
é quase um delito falar de coisas inocentes.
Pois implica silenciar tantos horrores!
Esse que cruza tranqüilamente a rua
não poderá jamais ser encontrado
pelos amigos que precisam de ajuda?


É certo: ganho o meu pão ainda,
Mas acreditai-me: é pura casualidade.
Nada do que faço justifica
que eu possa comer até fartar-me.
Por enquanto as coisas me correm bem
[(se a sorte me abandonar estou perdido).
E dizem-me: "Bebe, come! Alegra-te, pois tens o quê!"


Mas como posso comer e beber,
se ao faminto arrebato o que como,
se o copo de água falta ao sedento?
E todavia continuo comendo e bebendo.


Também gostaria de ser um sábio.
Os livros antigos nos falam da sabedoria:
é quedar-se afastado das lutas do mundo
e, sem temores,deixar correr o breve tempo. Mas
evitar a violência,retribuir o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, antes esquecê-los
é o que chamam sabedoria.
E eu não posso fazê-lo. Realmente,
vivemos tempos sombrios.


Para as cidades vim em tempos de desordem,
quando reinava a fome.
Misturei-me aos homens em tempos turbulentos
e indignei-me com eles.
Assim passou o tempo que me foi concedido na terra.


Comi o meu pão em meio às batalhas.
Deitei-me para dormir entre os assassinos.
Do amor me ocupei descuidadamente
e não tive paciência com a Natureza.
Assim passou o tempo que me foi concedido na terra.


No meu tempo as ruas conduziam aos atoleiros.
A palavra traiu-me ante o verdugo.
Era muito pouco o que eu podia. Mas os governantes
Se sentiam, sem mim, mais seguros, — espero.
Assim passou o tempo que me foi concedido na terra.


As forças eram escassas. E a meta
achava-se muito distante.
Pude divisá-la claramente,
ainda quando parecia, para mim, inatingível.
Assim passou o tempo que me foi concedido na terra.


Vós, que surgireis da maré
em que perecemos,
lembrai-vos também,
quando falardes das nossas fraquezas,
lembrai-vos dos tempos sombrios
de que pudestes escapar.


Íamos, com efeito,
mudando mais freqüentemente de país
do que de sapatos,
através das lutas de classes,
desesperados,
quando havia só injustiça e nenhuma indignação.


E, contudo, sabemos que também o ódio contra a baixeza
endurece a voz. Ah, os que quisemos
preparar terreno para a bondade
não pudemos ser bons.
Vós, porém, quando chegar o momento
em que o homem seja bom para o homem,
lembrai-vos de nós com indulgência.

Clique e pesquise:BERTOLT BRECHT

(Tradução de Manuel Bandeira)




Razão e imaginação.

Por Rivaldo R.Ribeiro


Nossa razão muitas vezes está na nossa imaginação, pois o mundo real a nossa volta é um faz de conta.


Quem expõe a sua própria realidade aos outros?


Muitas vezes nem a si próprio!


Eu sou o que sou apenas isso... Os outros que me classificam como isso ou aquilo, muitas vezes como alguém genial e boa gente, outras vezes tudo ao contrário.


Então porque preocupar-me com a opinião de alguém!


Pode ser que tenham razão, pode ser que seja apenas uma falsa opinião sobre mim: enigmas de uma personalidade pensante...

Viver como as flores


- Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.


- Pois viva como as flores - advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.
- Repare nestas flores - continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
- Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.


É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.
Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento.


Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.






Isso é viver como as flores.




Fonte: http://pensamentopositivo.com.br