segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Poema das sete faces

                             Estátua do Poeta.

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus,
pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Carlos Drummond de Andrade

Uma certa Aracy (Vejam que história impressionante)


Eles se conheceram em Hamburgo, na Alemanha, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.
Ele, menino pobre, viu na carreira diplomática uma maneira de conhecer o mundo.
Em 1934, prestou o concurso para o Itamaraty e foi ser cônsul adjunto na Alemanha.
Ela, paranaense, foi morar com uma tia na Alemanha, após a sua separação matrimonial.
Por dominar o idioma alemão, o inglês e o francês, fácil lhe foi conseguir uma nomeação para o consulado brasileiro em Hamburgo.
Acabou sendo encarregada da seção de vistos.
No ano de 1938, entrou em vigor, no Brasil, a célebre circular secreta 1.127, que restringia a entrada de judeus no país.
É aí que se revela o coração humanitário de Aracy.
Ela resolveu ignorar a circular que proibia a concessão de vistos a judeus.
Por sua conta e risco, à revelia das ordens do Itamaraty, continuou a preparar os processos de vistos a judeus.
Como despachava com o cônsul geral, ela colocava os vistos entre a papelada para as assinaturas.
Quantas vidas terá salvo das garras nazistas? Quantos descendentes de judeus andarão pelo nosso país, na atualidade, desconhecedores de que devem sua vida a essa extraordinária mulher?
Cônsul adjunto à época, seu futuro segundo marido, João Guimarães Rosa, não era responsável pelos vistos.
Mas sabia o que ela fazia e a apoiava.
Em Israel, no Museu do Holocausto, há uma placa em homenagem a essa excepcional brasileira.
Fica no bosque que tem o nome de Jardim dos justos entre as nações.
O nome dela consta da relação de 18 diplomatas que ajudaram a salvar judeus, durante a Segunda Guerra.
Aracy de Carvalho Guimarães Rosa é a única mulher.
Mas seu denodo, sua coragem não pararam aí.
Na vigência do infausto AI 5, já no Brasil, numa reunião de intelectuais e artistas, ela soube que um compositor era procurado pela ditadura militar.
Naquele ano de 1968, ela deu abrigo durante dois meses ao cantor e compositor que conseguiu, sem ser molestado, fugir para país vizinho.
Ela o escondeu no escritório de seu apartamento. Aquele mesmo local onde seu marido, João Guimarães Rosa, escrevera tanta história de coronel e jagunço.
Durante todos aqueles dias, o abrigado observava, da janela, a movimentação frenética do exército no quartel do Forte de Copacabana.
Reservada, Aracy enviuvou em 1967 e jamais voltou a se casar. Recusou-se a viver da glória de ter sido a mulher de um dos maiores escritores de todos os tempos.
Em verdade, ela tem suas próprias realizações para celebrar.
Hoje, aos 99 anos, pouco se recorda desse passado, cheio de coragem, aventura, determinação, romance, literatura e solidariedade.
Mas a sua história, os seus feitos merecem ser lidos por todos, ensinados nas escolas.
Nossas crianças, os cidadãos do Brasil necessitam de tais modelos para os dias que vivemos.
Seu marido a imortalizou em sua obra Grande sertão: veredas. Ao publicar a obra, não a dedicou a ela, doou a ela seu livro mais importante.
Aracy desafiou o nazismo, o estado novo de Getúlio Vargas e a ditadura militar dos anos 60.
Uma mulher que merece nossas homenagens.
Uma brasileira de valor.
Uma verdadeira cidadã do mundo.

Clique no link e pesquise:
Aracy de Carvalho Guimarães Rosa





sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Recordações dos tempos das charretes...

Sou natural de Ubarana-SP, naqueles tempos eu ainda com uns 06 ou 07 anos, imagina nem a BR-153 existia. A estrada que dava para Promissão, Avanhandava, Rio Tietê, era essa que passa ao lado da Santa Casa e leva a Santa Luzia.
Lá na frente ela faz um bifurcação e à esquerda tomava rumo para Ubarana, passava pela Rua do Comércio daquela cidade, isso bem em frente a casa do meu avô Salomão Aued.
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Logo a frente saindo da Vila tem um riacho, bem ali começava o Sítio do meu pai. Bem para encurtar a história que vai longa...Lembro dos dias que vinhamos de charrete fazer compras aqui em José Bonifácio, usando essa estrada, era um dia inteiro de uma deliciosa viagem. Meu pai cuidadoso e amoroso com seus animais, sempre dava uma paradinha para que o cavalo ou égua descansavam e tomavam agua em algum riacho pelo caminho. Enquanto isso nós comíamos nosso lanche preparado por minha mãe, geralmente uma farofa de frango caipira, pois era o que tinha na época.
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Lembro da Fazenda do Lino Marassi,do sítio dos Baillos, do sr. Sanito que foi um dos grandes amigos do meu pai e tantos outros que ele tinha ao longo do caminho. Quantas chuvas, temporais tivemos que nos abrigar na casa de algum deles.
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Chegando aqui em José Bonifácio, logo em seguida eu e minha irmã choramigávamos pedindo sorvete e pão com mortadela. Que delícia! Esse lanche agente fazia na Padaria do Catelan. A charrete era acomodada com cavalo e tudo nos fundos do bar do Japonês, que havia na esquina próxima do Banco Itau, não deviam ter permitido que demolissem aquela construção, era uma construção japonesa autêntica.*******Bom, depois disso, tinha duas lojas que agente escolhia para comprar nossos riscados de passeio e de trabalho: as Lojas Riachuelo e Pernambucanas.
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Já pelo meio do dia, cavalo descansado, alimentado com água e milho. Lá íamos nós de volta para nossa pequena casa nos arredores de Ubarana na nossa charrete de roda de pneu e veja que foi uma conquista, pois ainda havia as de roda de madeira. Mas com todo esse sacrifício, tenho certeza que fora os anos mais belos e felizes da minha vida.
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Hoje com essa correria louca, homens públicos sem honra nenhuma que transformam as notícias em revoltas quase insuportáveis, nós os pacatos e honestos nos sentindo desvalorizados dentro de uma sociedade burra praticando um consumismo destrutivo e suicida. Ainda colocam o nome disso de progresso, não acredito...Progresso humano não.
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Isso agente vivia nos tempos das charretes...Quantas vezes agente encontrava com outra família pelo caminho, não faltava sorrisos, preocupações com a saúde dos filhos, como ia a roça, podia até ser um desconhecido, medo por que? Eramos todos amigos inocentes dentro do mundo e com certeza nesses casos sempre nascia uma nova amizade. Um grande abraço com muita saudades... ( Já sonhei escrever um livro sobre Ubarana, ainda não tive tempo e nem talento. Quem sabe um dia) . Estou de férias, acho que vou fazer esse caminho de recordações, como não tenho charrete, vou de fusquinha mesmo, que é valente tanto como...


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

terça-feira, 29 de outubro de 2013

"OLHAR DE OPINIÃO “

Rivaldo R. Ribeiro. 
"As pessoas inteligentes não têm medo da verdade, porque sabem comportar-se" (...) Os comportamentos das pessoas são geralmente medidos por toda a sociedade; este olhar de opinião é o que determina que somos sócios e que participamos desta sociedade, e sinaliza se estamos preparados ou não a participar desta mesma sociedade, como tal temos de cumprir regras que disciplinam a moral, o respeito, a ética, boa vizinhança, evitar atitudes que podem incomodar outras pessoas, afinal os nossos limites e direitos termina aonde começa o do outro. 
Os políticos vivem de olho nas pesquisas de opinião publica, porque democraticamente pode ser a luz que iluminará os caminhos dos governantes e por meio delas traçarem diretrizes para seus governos ou para serem eleitos, pois a sabedoria popular é irrefutável, e sua opinião pode ter um grande poder transformador.
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David Hume, em seu livro Ensaio sobre o Entendimento Humano, escrevia: "Embora os homens possam ser governados pelo interesse, ainda o mesmo interesse em si, todos os afazeres humanos são governados pela opinião pública". 
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O olhar de opinião não se perde na memória, e tem uma incrível capacidade de relembrar o que fomos e o que aprontamos, notadamente nossos erros, porque acertos e vitórias os ciúmes e invejas alheias fazem questão de esquecer, porem os erros se tornam uma cicatriz inquietante que nenhuma plástica resolve. 
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E para que não sofremos as conseqüências do terrível olhar de opinião, é aconselhável que não sejamos como os bêbados ou irresponsáveis que a 140 km por hora atropelam e matam. Os que obrigam os idosos a atravessarem a rua correndo, pois acredita que seu veículo não pode esperar alguns minutos. 
Aos tiranos comportamentais que invadem as avenidas com o som de seus carros acima do permitido, proibindo o sono reparador duma semana de trabalho ou vida inteira. 
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Dos que realizam "festas e bailes" sem o necessário isolamento acústico (Como é duro tentar dormir, descansar de um trabalho honesto e não conseguir). 
Dos que praticam a corrupção descaradamente roubando nosso dinheiro suado, dos que são inflexíveis... Dos que... E por ai vai... Até o momento que alguém os incomoda, ai como se diz: pimenta nos olhos dos outros e refresco. 
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Concluindo, procure usar sempre a sua boa parte porque ela nunca lhe será tirada. Seja inteligente! Nós não temos nada com a vida dos outros, será mesmo? Quantas vezes perdemos o sono, a tranqüilidade por causa das loucuras, maldades e irresponsabilidades alheia, quando nossos filhos estão se divertindo ou trabalhando, nossa preocupação com parentes no transito, com assaltos, falta de respeito, falta de educação dos filhos dos outros que ameaça os mais velhos, e os que estão a nossa volta será que todos dirão a verdade a nosso respeito? Por via das dúvidas eu vou me resguardar procurando agir da melhor maneira possível, para que meu comportamento não prejudique aos outros e como um bumerangue, a mim mesmo. 


Judy Garland - Over The Rainbow (Subtitiles)




PESQUISE CLICANDO NO LINK:  Judy Garland 


domingo, 13 de outubro de 2013

Balada negra, Vinícius de Moraes

Éramos meu pai e eu
E um negro, negro cavalo
Ele montado na sela,
Eu na garupa enganchado.
Quando? eu nem sabia ler
Por quê? saber não me foi dado
Só sei que era o alto da serra
Nas cercanias de Barra.
Ao negro corpo paterno
Eu vinha muito abraçado
Enquanto o cavalo lerdo
Negramente caminhava.
Meus olhos escancarados
De medo e negra friagem
Eram buracos na treva
Totalmente impenetrável.
Às vezes sem dizer nada
O grupo eqüestre estacava
E havia um negro silêncio
Seguido de outros mais vastos.
O animal apavorado
Fremia as ancas molhadas
Do negro orvalho pendente
De negras, negras ramadas.
Eu ausente de mim mesmo
Pelo negrume em que estava
Recitava padre-nossos
Exorcizando os fantasmas.
As mãos da brisa silvestre
Vinham de luto enluvadas
Acarinhar-me os cabelos
Que se me punham eriçados.
As estrelas nessa noite
Dormiam num negro claustro
E a lua morta jazia
Envolta em negra mortalha.
Os pássaros da desgraça
Negros no escuro piavam
E a floresta crepitava
De um negror irremediável.
As vozes que me falavam
Eram vozes sepulcrais
E o corpo a que eu me abraçava
Era o de um morto a cavalo.
O cavalo era um fantasma
Condenado a caminhar
No negro bojo da noite
Sem destino e a nunca mais.
Era eu o negro infante
Condenado ao eterno báratro
Para expiar por todo o sempre
Os meus pecados da carne.
Uma coorte de padres
Para a treva me apontava
Murmurando vade-retros
Soletrando breviários.
Ah, que pavor negregado
Ah, que angústia desvairada
Naquele túnel sem termo
Cavalgando sem cavalo!

Foi quando meu pai me disse:
- Vem nascendo a madrugada…
E eu embora não a visse
Pressenti-a nas palavras
De meu pai ressuscitado
Pela luz da realidade.

E assim foi. Logo na mata
O seu rosa imponderável
Aos poucos se insinuava
Revelando coisas mágicas.
A sombra se desfazendo
Em entretons de cinza e opala
Abria um claro na treva
Para o mundo vegetal.
O cavalo pôs-se esperto
Como um cavalo de fato
Trotando de rédea curta
Pela úmida picada.
Ah, que doçura dolente
Naquela aurora raiada
Meu pai montando na frente
Eu na garupa enganchado!
Apertei-o fortemente
Cheio de amor e cansaço
Enquanto o bosque se abria
Sobre o luminoso vale...
E assim fui-me ao sono, certo
De que meu pai estava perto
E a manhã se anunciava.
Hoje que conheço a aurora
E sei onde caminhar
Hoje sem medo da treva
Sem medo de não me achar
Hoje que morto meu pai
Não tenho em quem me apoiar
Ah, quantas vezes com ele
Vou ao túmulo deitar
E ficamos cara a cara
Na mais doce intimidade
Certos que a morte não leva:
Certos de que toda treva
Tem a sua madrugada.

Balada

Originalmente ligada à música e à dança, a balada despontou como expressão literária no século XIII, entre os povos de fala germânica. No século XV, apareceram baladas literárias sem qualquer vinculação com a música, como as do francês François Villon, em oitavas, exibindo características totalmente originais. Nos dois séculos seguintes, a balada praticamente caiu em desuso, voltando a desperetar interesse no século XVIII, quando despontou em meio aos escritores como um tesouro popular a ser redescoberto e valorizado. Um marco fundamental foi a publicação, em 1756, na Inglaterra, das Reliques of Ancient English Poetry (Relíquias da antiga poesia inglesa) , uma compilação levada a cabo pelo bispo Thomas Percy. Logo os românticos também se voltaram para a balada, nela procurando a espontaneidade musical e o acento popular. Nomes como Schiller, Heine e Victor Hugo deram nova dimensão ao gênero. Alguns compositores do período, especialmente Chopin e Brahms aludiram à forma lírica dando a algumas de suas peças o nome de "balada". O modelo francês foi o mais adotado: três estâncias de oito versos (repetindo-se sempre o último verso em cada uma delas), rimas em esquema ababacac, e um ofertório de quatro versos com rimas acac. No Brasil, os poetas parnasianos cultivaram a balada segundo a norma francesa, atraídos pela dificuldade formal. Já os poetas modernos adotaram o nome balada no título de alguns de seus poemas sem qualquer obediência a uma forma fixa, apenas chamando a atenção para a musicalidade dos versos ou para o seu conteúdo narrativo. Bons exemplos são Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Vinicius de Moraes, tendo sido este último o que mais se dedicou ao gênero, chegando a seu ponto alto no livro Poemas, sonetos e baladas.


sábado, 12 de outubro de 2013

Relacionamento humano



O melhor indicador do carácter de uma pessoa, é como ele trata as pessoas que não podem lhe trazer benefício algum!!! 

Frase da  internet assinada por Pastora Patrícia


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

UNIÃO E ATITUDES FAZEM A FORÇA...



A atitude desse garotinho, despertou em todos a solução de um problema tambem comum a todos, mas alguns preferiam discutir,outros apáticos apenas esperavam ajuda sabe-se lá de quem.

E o garotinho mesmo sendo impossível para ele remover o grande tronco de árvore que obstruia a passagem do trânsito teve a atitude de tentar, isso despertou em todos que juntos poderiam remove-lo dali...

Pois é, quantos problemas poderíamos resolver, se não houvesse tanto egoismo, individualismos, e pretenções de se aliar aos tubarações, muitos passam a vida sonhando com isso e terminan sozinhos sem conseguir ultrapassar nenhum obstáculo, nem que seja apenas uma galho seco e leve como uma pluma



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Meus oito anos-Casimiro de Abreu

Foi nessa casinha que nasci(Ubarana-SP), não existe mais, como eu também não existo como antes,  não sou mais aquele menino inocente daqueles tempos, que imaginava que seu mundo era apenas ali...
Conhecia o mundo olhando o riacho que cortava o fundo do sítio, os pássaros, uma capivara de estimação, o canto do curiango quando a noite chegava, as arvores da matinha logo abaixo desse local.
Quantos pássaros haviam por lá!!   
Sonhava em voar...Saltava de um morro de terras caindo sobre um gramado, alguns segundo no ar...Não era pássaro...
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Cavalgava num velho cavalo colina acima, vento no rosto, braços abertos...Voando???...
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Como essa casinha esse menino não existe mais...
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Minhas angustias de todas as vidas conhece o mundo pelas telas da TV e Computador. Talvez!
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Sonhava em voar...Mas o mundo estava todinho ao redor dessa casinha.... (Rivaldo R.Ribeiro-José Bonifácio-SP)     

Abaixo um poema de Casimiro de Abreu

Clique na foto para ampliar...

Oh ! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
.
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!
.
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
.
Oh ! dias da minha infância!
Oh ! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
.
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
.
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!



sábado, 7 de setembro de 2013

A ERA DA INVEJA-Ayn Rand(Vídeo)



Conheça Ayn Rand
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Fazer sucesso ou ter talento muitas vezes gera problemas para quem os tem.
Na minha opinião estamos vivendo uma época com muita falta de humildade e falta de humildade e a origem da terrível inveja.
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O materialismo ostensivo de muitos é o selo de falta de humildade, se sente feliz mostrando que tem dinheiro, que muitas vezes não é verdade.  São dois sentimentos correlatos, pois o invejoso não é humilde, ele está sempre de olho no sucesso alheio e bens, isso é causa da falta de felicidade predominante nos dias atuais. O invejoso por falta de humildade sofre porque fica de olho na ostentação das pessoas que também não são humildes porque agem dessa forma muitas vezes sem necessidade. Foco gerador de tudo isso: Falta de humildade generalizada.
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Humildade esse sentimento maravilhoso é o único que pode nos levar a ser feliz, seja num casebre, numa carroça a tração animal, ou mesmo vivendo num castelo, porque a pessoa humilde nunca se coloca maior do que ninguém, sim, apenas como um ser humano.  

Aldeia mundus (Rivaldo R.Ribeiro)


domingo, 11 de agosto de 2013

Imagine - Pan Pipes Flute - John Lennon




Beautiful nature photos to Imagine originally by John Lennon. This is an instrumental with pan pipes or flutes

domingo, 30 de junho de 2013

De janeiro a janeiro - Nando Reis e Roberta Campos



O AMOR É TÃO FUGÁZ QUANTO SUAS JURAS.

Infelizmente.

Não consigo olhar no fundo dos seus olhos E enxergar as coisas que me deixam no ar,deixam no ar As várias fases, estações que me levam com o vento E o pensamento bem devagar... Outra vez, eu tive que fugir Eu tive que correr, pra não me entregar As loucuras que me levam até você Me fazem esquecer, que eu não posso chorar Olhe bem no fundo dos meus olhos E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar O universo conspira a nosso favor
A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar Que meu amor, não será passageiro Te amarei de Janeiro á janeiro Até o mundo acabar

"Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar"



sábado, 8 de junho de 2013

Hino Nacional do Brasil - Oficial



História e Informações A letra do hino nacional do Brasil foi escrita por Joaquim Osório Duque Estrada (1870 -- 1927) e a música é de Francisco Manuel da Silva (1795-1865). Tornou-se oficial no dia 1 de setembro de 1971, através da lei nº 5700.

Existe uma série de regras que devem ser seguidas no momento da execução do hino. Deve ser executado em continência à Bandeira Nacional, ao presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional. É executado em determinadas situações, entre elas: cerimônias religiosas de cunho patriótico, sessões cívicas e eventos esportivos internacionais.

VEJA LETRA DO HINO NO LINK "Mais informações"

domingo, 5 de maio de 2013

Maria Graham e suas impressões sobre a Bahia em 1822





Maria Graham, escritora britânica do século XIX, esteve no Brasil durante o processo de Independência e registrou suas impressões sobre o país no livro Journal of a Voyage to Brazil (1824). Ela foi uma das maiores testemunhas sobre esse período da História.

Eis seu ponto de vista sobre a Bahia.

Fonte: YouTube osheroisdobrasil


sexta-feira, 5 de abril de 2013

ANIMAIS ABANDONADOS


Esses são nossos dois guardiães, o pretinho nasceu em casa, o branquinho foi adotado. Estão sempre alertas a qualquer movimento estranho na rua e na casa.
São dois amiguinhos com certeza darão suas vidas por todos nós da familia.




"Para os anjos de quatro patas abandonados, somos deuses e sua esperança.
A vida e feita de altos e baixos, muitas vezes torcemos para que alguém nos veja e nos ajude. ..
Uma experiência que nos leva a compreender o que seja abandono...

Rivaldo R.Ribeiro"


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Comentário sobre um amigo virtual




Algumas pinturas do Morani-Nova Friburgo-Rio de Janeiro.

Meu amigo Morani se a vida nos desse tempo, eu gostaria de conhecer o mundo, amigos virtuais, mas na prática muitos já são reais.
Gostaria de conhecer as paisagens que você pintou, gostaria de conhecer tantos lugares, tanta gente, mas a vida é apenas uma experiência, apenas uma experiência. Nada mais.

Espero que na vida após a morte o tempo não será nossa prisão.

Rivaldo R. Ribeiro


terça-feira, 26 de março de 2013

As formigas são traiçoeiras e corruptas, diz estudo.Vocês conhecem uma sociedade parecida?

(Rivaldo R. Ribeiro-José Bonifácio-SP)

Eu fui criado na zona rural e tinha um verdadeiro fascínio pelas formigas.

Sempre acompanhava seus movimentos em filas indiana, na busca de alimentos ou mudando de endereço.

E muitas vezes elas travavam verdadeiras guerras entre outras espécies de formigas, eram batalhas violentas que deixavam muitas mutiladas, sem pernas, sem cabeça, e no final era um verdadeiro amontoado de formigas feridas, muitas delas sendo levadas pelas inimigas provavelmente para servirem de alimentos aos filhotes. Portanto elas são canibais.

Mas entre a mesma espécie, eu nunca tinha ouvido ou visto que seriam desonestas dentro da sua própria comunidade. Contudo em sempre notava uma semelhança com a sociedade humana, mas as admirava considerando melhores do que nós, porque são prestativas, companheiras, ordeiras, suas funções são bem distribuídas, não são egoístas, enfim uma verdadeira sociedade utópica de colaboração umas com as outras.

Eu qualificava os formigueiros como cidades ou países, colocando nome em cada um que encontrava pelo quintal. E isso nos ajudava em geografia, pois os nomes escolhidos encontravam-mos no mapa do livro escolar.

Minha irmã mais nova também tinha suas cidades de formigas, que muitas vezes nas nossas brincadeiras de criança fustigava-mos os formigueiros para provocar guerras entre elas, que no final terminava em desentendimentos entre eu e minha irmã, e nossa mãe atuava como juiz para resolver nossas pendências, quando a conversava não resolvia os chinelos entravam em ação...

Enquanto isso nossas amigas travavam verdadeiras carnificinas numa guerra que foi provocada por duas crianças.

Assim eu sempre soube que havia uma grande semelhança entre os seres humanos e as formigas, e agora os cientistas vem com essa: que elas são traiçoeiras e corruptas, vocês conhecem uma sociedade parecida? ...

Leia mais:  http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/03/080313_formigasegoistas.shtml



DANIELLA PEREZ-(Saudades de um Estrela)


No dia 28 de dezembro de 1992 o casal Guilherme de Pádua e Paula Thomaz assassinou a atriz Daniela Perez com 18 golpes de tesoura.
 Na época Guilherme e Daniela atuavam na telenovela da Rede Globo, De Corpo e Alma, escrita por Glória Perez, mãe de Daniella




terça-feira, 19 de março de 2013

A VIDA- Mario Quintana


                                                                     Mario Quintana

A vida são deveres, que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já é Natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida...

Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado..
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o meu amor, que está a muito à minha frente, e diria EU TE AMO...
Dessa forma, eu digo: não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo.

Não deixe de ter alguém ao seu lado
por puro medo de ser feliz.

A única falta que terás será desse tempo que infelizmente...
não voltará mais.


O Conselheiro e o Remador


Autor: Desconhecido.

Era uma vez dois amigos que foram criados juntos. Com o passar do tempo foram se distanciando, como acontece com todos os amigos ao saírem para a vida.

O primeiro conseguiu descobrir o prazer em aprender. Assim, investia boa parte do seu tempo nessa atividade. Nos estudos e em tudo que fazia se determinava a aprender. Fixava-se em seu propósito, fazendo primeiro o que era preciso e depois o que queria.

O segundo resolveu que não era preciso dedicar-se com tanto cuidado. Passava na escola, mas estudava pouco. Obedecia sempre à sua voz interior, fazendo primeiro o que queria e, depois, no tempo que lhe sobrava, o que realmente era preciso.

Certo dia o reinado abriu concurso para prestadores de serviços ao rei. Os dois amigos passaram. A sorte maior apareceu para o primeiro. Foi contratado como conselheiro do rei. Já o segundo conseguiu serviço como remador no navio da realeza.

Um dia o rei e seus conselheiros embarcaram para uma viagem no mar. Falavam de negócios enquanto aproveitavam a brisa que soprava do mar. Enquanto isto, mais próximo da popa, os remadores suavam para fazer o navio seguir adiante. O remador, vendo seu amigo de infância bem à vontade em companhia do rei, ficou abalado, e, quanto mais pensava, mais furioso ficava. Ao anoitecer, já cansado de tanto remar, não se conteve e começou a resmungar para outro amigo remador:

- Olhe aqueles inúteis. Intitulam-se conselheiros estratégicos, mas ficam à toa, jogando conversa fora. Por que é que temos que suar tanto para levar o navio deles adiante? Isto não é justo! Afinal, não somos filhos de Deus?

Ao ancorarem o navio para pernoitar, o remador foi acordado no meio da noite por uma mão que lhe sacudia. Era o rei em pessoa, e lhe pediu, falando baixo:

- Há um barulho esquisito vindo daquela direção? disse, apontando para a terra.? Não consigo dormir, imaginando o que seja. Por favor, vá e descubra o que é.

O remador pulou do navio e subiu para o alto de um morro. Voltou pouco depois com a informação.

- Não é nada, Vossa Majestade. São alguns lenhadores cortando árvores, por isso há tanto barulho na floresta.

- Remador, quantos lenhadores são?

O remador não tinha se dado ao trabalho de olhar com mais cuidado. Pulou do navio. Nadou até a praia. Correu morro acima. Voltou.

- Vinte e um, Vossa Majestade.
- Remador, que tipo de árvore é?

Ele esqueceu de reparar. Lá voltou e retornou, dizendo:
- Pinheiros, Vossa Majestade.
- Remador, por que estão cortando as árvores?

Lá foi ele de novo...

- Para vender, Vossa Majestade.
- Remador, quem é o dono das árvores?

De novo ele teve que voltar.

- Disseram que é um homem muito rico, Vossa Majestade.
- Remador, obrigado. Agora venha comigo, por favor.
Os dois, o rei e o remador, foram até a proa do navio e o rei acordou o amigo de infância do remador.
- Conselheiro, há um barulho esquisito vindo daquela direção? disse, apontando para a terra. ? Não consigo dormir, imaginando o que seja. Por favor, vá e descubra o que é.
O Conselheiro desapareceu rumo a terra e voltou pouco depois.
É uma equipe de lenhadores, Vossa Majestade.
- Conselheiro, quantos são?
- Vinte e um, Majestade.
- Conselheiro, que tipo de árvore é?
- São pinheiros, Majestade. Excelentes para construir casas.
- Conselheiro, por que estão cortando as árvores?
- Para negociar, Majestade. O reflorestamento de pinheiros é do prefeito do vilarejo. Ele realiza o corte a cada dois anos. O corte é autorizado, me mostrou o ofício. Ele pede desculpas pelo barulho e convida Vossa Majestade para o café da manhã, que será preparado especialmente para recebê-lo.

O rei olhou para o remador.

- Remador, ouvi seus resmungos. Sim, todos nós somos filhos de Deus. Mas todos os filhos de Deus têm seu trabalho para executar. Precisei mandá-lo 4 vezes à terra para obter respostas. Meu conselheiro foi uma vez só. E é por isso que ele é meu conselheiro estratégico, e você fica com os remos do navio.

Reflita sobre isso!

Ana Paula Melo

O amor vai ser sempre amor.... Em qualquer lugar!


domingo, 10 de fevereiro de 2013

HUMILDADE: São Tomás de Aquino

"A humildade é o primeiro grau para a sabedoria"
São Tomás de Aquino

Uma das qualidades mais lindas que acho no ser humano é a humildade, pois ela é a fonte de todas as coisas, e nos livra de todos os dissabores da vida.
Peço sempre a Deus que me conceda um pouquinho de humildade e sabedoria para conseguir contestar o errado para que não me julguem arrogante ou dono da verdade,mesmo porque a verdade por si só já possui sua própria luz...

PAZ E BEM!
(Rivaldo R.Ribeiro)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O Sabor de “A Queda da Manga”

João Fidélis de Campos Filho

Tempo! Quero viver mais duzentos anos... (Sal da Terra, Beto Guedes e Ronaldo Bastos)

Quisera poder viver mais duzentos anos para ler todos os livros que acorrem à minha mente e descobrir os incontáveis universos que a linguagem humana permite externar. O último que li foi “A Queda da Manga”, de Luciana Crepaldi, vencedora do Prêmio Nelson Seixas de Fomento à Cultura de São José de Rio Preto. Confesso que a experiência da leitura desta obra se assemelha à degustação de uma manga madura, que vai deixando seu sabor pouco a pouco penetrar em nosso ser. Não pense o leitor que vai encontrar o doce gosto das mangas comuns: é uma leitura que incomoda, que nos inspira, e nos faz pensar constantemente neste grande enigma que é a vida humana neste planeta.

Através da análise psicológica de uma personagem que perdeu todos os parâmetros que definem seu estar no mundo, a jornalista Luciana em sua primeira inserção no campo literário, nos conduz aos intrincados labirintos (à semelhança do universo simbólico de Jorge Luis Borges) e conflitos que compõe a história dos homens. E imerso nestas digressões afluem muitas ideias que têm o efeito de trazer o ser à sua consciência, desnudando-o de sua vivência aparente e colocando frente a frente com o espelho real (outro recurso Borgeano)

A personagem de Luciana Crepaldi cumpre seu destino sem se deixar consumir pela onda ilusória que rouba dos homens o ser-em-si. Ela quer ir mais longe e fugir da condição passiva daqueles homens aprisionados na caverna de Platão (que não conheciam a luz do mundo exterior). E busca através de sua história respostas que nem sempre o mundo pode dar. Porque somos animais ainda influenciados por instintos irracionais. Animais recém-saídos da animalidade. Animais que estão agora aprendendo a viver juntos e a ser mais humanos. E neste percurso passamos por um período mitológico essencial à sobrevivência da espécie, mas que agora precisa ser dispensado para a humanidade galgue novos patamares.

Em “A Queda da Manga” a perplexidade da existência humana é realçada em tons fortes e nem os milhares de deuses que o homem fabricou em sua história terrena podem dirimir estas contradições. O estar no mundo provoca na personagem principal uma angústia reflexiva que, como Sartre dizia em “O Ser e o Nada” está mais próxima da verdadeira condição humana.

Luciana já demarcou seu território com esta inspirada obra. Agora é esperar suas novas ousadias no mundo das letras. Leiam amigos leitores, “A Queda da Manga” e retirem dela suas preciosidades.

João Fidélis de Campos Filho-Cirurgião-Dentista

 http://jofideli.blogspot.com
 






domingo, 13 de janeiro de 2013

OS GAÚCHOS- Arnaldo Jabour


O Rio Grande do Sul é como aquele filho que sai muito diferente do resto da família. A gente gosta, mas estranha. O Rio Grande do Sul entrou tarde no mapa do Brasil . Até o começo do século XIX, espanhóis e portugueses ainda se esfolavam para saber quem era o dono da terra gaúcha. Talvez por ter chegado depois, o Estado ficou com um jeito diferente de ser.

Começa que diverge no clima: um Brasil onde faz frio e venta, com pinheiros em vez de coqueiros, é tão fora do padrão quanto um Canadá que fosse à praia. Depois, tem a mania de tocar sanfona, que lá no RS chamam de gaita, e de tomar mate em vez de café. Mas o mais original de tudo é a personalidade forte do gaúcho. A gente rigorosa do sul não sabe nada do riso fácil e da fala mansa dos brasileiros do litoral, como cariocas e baianos. Em lugar do calorzinho da praia, o gaúcho tem o vazio e o silêncio do pampa, que precisou ser conquistado à unha dos espanhóis.

Há quem interprete que foi o desamparo diante desses abismos horizontais de espaço que gerou, como reação, o famoso temperamento belicoso dos sulinos.
É uma teoria - mas conta com o precioso aval de um certo Analista de Bagé, personagem de Luis Fernando Veríssimo que recebia seus pacientes de bombacha e esporas, berrando: "Mas que frescura é essa de neurose, tchê?"

Todo gaúcho ama sua terra acima de tudo e está sempre a postos para defendê- la. Mesmo que tenha de pagar o preço em sangue e luta.
Gaúcho que se preze já nasce montado no bagual (cavalo bravo). E, antes de trocar os dentes de leite, já é especialista em dar tiros de laço. Ou seja, saber laçar novilhos à moda gaúcha, que é diferente da jeito americano, porque laço é de couro trançado em vez de corda, e o tamanho da laçada, ou armada, é bem maior, com oito metros de diâmetro, em vez de dois ou três.

Mas por baixo do poncho bate um coração capaz de se emocionar até as lágrimas em uma reunião de um Centro de Tradições Gaúchas, o CTG, criados para preservar os usos e costumes locais. Neles, os durões se derretem: cantam, dançam e até declamam versinhos em honra da garrucha, da erva-mate e outros gauchismos. Um dos poemas prediletos é "Chimarrão", do tradicionalista Glauco Saraiva, que tem estrofes como: "E a cuia, seio moreno/que passa de mão em mão/traduz no meu chimarrão/a velha hospitalidade da gente do meu rincão." (bem, tirando o machismo do seio moreno, passando de mão em mão, até que é bonito).

Esse regionalismo exacerbado costuma criar problemas de imagem para os gaúchos, sempre acusados de se sentir superiores ao resto do País.

Não é verdade - mas poderia ser, a julgar por alguns dados e estatísticas.
O Rio Grande do Sul é possuidor do melhor índice de desenvolvimento humano do Brasil, de acordo com a ONU, do menor índice de analfabetismo do País, segundo o IBGE e o da população mais longeva da América Latina, (tendo Veranópolis a terceira cidade do mundo em longevidade), segundo a Organização Mundial da Saúde. E ainda tem as mulheres mais bonitas do País, segundo a Agência Ford Models. (eu já sabia!!! rss) Além do gaúcho, chamado de machista", qual outro povo que valoriza a mulher a ponto de chamá-la de prenda (que quer dizer algo de muito valor)?
Macanudo, tchê. Ou, como se diz em outra praças: "legal às pampas", uma expressão que, por sinal, veio de lá.

Aos meus amigos gaúchos e não gaúchos, um forte abraço!

Arnaldo Jabor - Os Gaúchos