terça-feira, 29 de outubro de 2013

"OLHAR DE OPINIÃO “

Rivaldo R. Ribeiro. 
"As pessoas inteligentes não têm medo da verdade, porque sabem comportar-se" (...) Os comportamentos das pessoas são geralmente medidos por toda a sociedade; este olhar de opinião é o que determina que somos sócios e que participamos desta sociedade, e sinaliza se estamos preparados ou não a participar desta mesma sociedade, como tal temos de cumprir regras que disciplinam a moral, o respeito, a ética, boa vizinhança, evitar atitudes que podem incomodar outras pessoas, afinal os nossos limites e direitos termina aonde começa o do outro. 
Os políticos vivem de olho nas pesquisas de opinião publica, porque democraticamente pode ser a luz que iluminará os caminhos dos governantes e por meio delas traçarem diretrizes para seus governos ou para serem eleitos, pois a sabedoria popular é irrefutável, e sua opinião pode ter um grande poder transformador.
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David Hume, em seu livro Ensaio sobre o Entendimento Humano, escrevia: "Embora os homens possam ser governados pelo interesse, ainda o mesmo interesse em si, todos os afazeres humanos são governados pela opinião pública". 
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O olhar de opinião não se perde na memória, e tem uma incrível capacidade de relembrar o que fomos e o que aprontamos, notadamente nossos erros, porque acertos e vitórias os ciúmes e invejas alheias fazem questão de esquecer, porem os erros se tornam uma cicatriz inquietante que nenhuma plástica resolve. 
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E para que não sofremos as conseqüências do terrível olhar de opinião, é aconselhável que não sejamos como os bêbados ou irresponsáveis que a 140 km por hora atropelam e matam. Os que obrigam os idosos a atravessarem a rua correndo, pois acredita que seu veículo não pode esperar alguns minutos. 
Aos tiranos comportamentais que invadem as avenidas com o som de seus carros acima do permitido, proibindo o sono reparador duma semana de trabalho ou vida inteira. 
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Dos que realizam "festas e bailes" sem o necessário isolamento acústico (Como é duro tentar dormir, descansar de um trabalho honesto e não conseguir). 
Dos que praticam a corrupção descaradamente roubando nosso dinheiro suado, dos que são inflexíveis... Dos que... E por ai vai... Até o momento que alguém os incomoda, ai como se diz: pimenta nos olhos dos outros e refresco. 
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Concluindo, procure usar sempre a sua boa parte porque ela nunca lhe será tirada. Seja inteligente! Nós não temos nada com a vida dos outros, será mesmo? Quantas vezes perdemos o sono, a tranqüilidade por causa das loucuras, maldades e irresponsabilidades alheia, quando nossos filhos estão se divertindo ou trabalhando, nossa preocupação com parentes no transito, com assaltos, falta de respeito, falta de educação dos filhos dos outros que ameaça os mais velhos, e os que estão a nossa volta será que todos dirão a verdade a nosso respeito? Por via das dúvidas eu vou me resguardar procurando agir da melhor maneira possível, para que meu comportamento não prejudique aos outros e como um bumerangue, a mim mesmo. 


Judy Garland - Over The Rainbow (Subtitiles)




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domingo, 13 de outubro de 2013

Balada negra, Vinícius de Moraes

Éramos meu pai e eu
E um negro, negro cavalo
Ele montado na sela,
Eu na garupa enganchado.
Quando? eu nem sabia ler
Por quê? saber não me foi dado
Só sei que era o alto da serra
Nas cercanias de Barra.
Ao negro corpo paterno
Eu vinha muito abraçado
Enquanto o cavalo lerdo
Negramente caminhava.
Meus olhos escancarados
De medo e negra friagem
Eram buracos na treva
Totalmente impenetrável.
Às vezes sem dizer nada
O grupo eqüestre estacava
E havia um negro silêncio
Seguido de outros mais vastos.
O animal apavorado
Fremia as ancas molhadas
Do negro orvalho pendente
De negras, negras ramadas.
Eu ausente de mim mesmo
Pelo negrume em que estava
Recitava padre-nossos
Exorcizando os fantasmas.
As mãos da brisa silvestre
Vinham de luto enluvadas
Acarinhar-me os cabelos
Que se me punham eriçados.
As estrelas nessa noite
Dormiam num negro claustro
E a lua morta jazia
Envolta em negra mortalha.
Os pássaros da desgraça
Negros no escuro piavam
E a floresta crepitava
De um negror irremediável.
As vozes que me falavam
Eram vozes sepulcrais
E o corpo a que eu me abraçava
Era o de um morto a cavalo.
O cavalo era um fantasma
Condenado a caminhar
No negro bojo da noite
Sem destino e a nunca mais.
Era eu o negro infante
Condenado ao eterno báratro
Para expiar por todo o sempre
Os meus pecados da carne.
Uma coorte de padres
Para a treva me apontava
Murmurando vade-retros
Soletrando breviários.
Ah, que pavor negregado
Ah, que angústia desvairada
Naquele túnel sem termo
Cavalgando sem cavalo!

Foi quando meu pai me disse:
- Vem nascendo a madrugada…
E eu embora não a visse
Pressenti-a nas palavras
De meu pai ressuscitado
Pela luz da realidade.

E assim foi. Logo na mata
O seu rosa imponderável
Aos poucos se insinuava
Revelando coisas mágicas.
A sombra se desfazendo
Em entretons de cinza e opala
Abria um claro na treva
Para o mundo vegetal.
O cavalo pôs-se esperto
Como um cavalo de fato
Trotando de rédea curta
Pela úmida picada.
Ah, que doçura dolente
Naquela aurora raiada
Meu pai montando na frente
Eu na garupa enganchado!
Apertei-o fortemente
Cheio de amor e cansaço
Enquanto o bosque se abria
Sobre o luminoso vale...
E assim fui-me ao sono, certo
De que meu pai estava perto
E a manhã se anunciava.
Hoje que conheço a aurora
E sei onde caminhar
Hoje sem medo da treva
Sem medo de não me achar
Hoje que morto meu pai
Não tenho em quem me apoiar
Ah, quantas vezes com ele
Vou ao túmulo deitar
E ficamos cara a cara
Na mais doce intimidade
Certos que a morte não leva:
Certos de que toda treva
Tem a sua madrugada.

Balada

Originalmente ligada à música e à dança, a balada despontou como expressão literária no século XIII, entre os povos de fala germânica. No século XV, apareceram baladas literárias sem qualquer vinculação com a música, como as do francês François Villon, em oitavas, exibindo características totalmente originais. Nos dois séculos seguintes, a balada praticamente caiu em desuso, voltando a desperetar interesse no século XVIII, quando despontou em meio aos escritores como um tesouro popular a ser redescoberto e valorizado. Um marco fundamental foi a publicação, em 1756, na Inglaterra, das Reliques of Ancient English Poetry (Relíquias da antiga poesia inglesa) , uma compilação levada a cabo pelo bispo Thomas Percy. Logo os românticos também se voltaram para a balada, nela procurando a espontaneidade musical e o acento popular. Nomes como Schiller, Heine e Victor Hugo deram nova dimensão ao gênero. Alguns compositores do período, especialmente Chopin e Brahms aludiram à forma lírica dando a algumas de suas peças o nome de "balada". O modelo francês foi o mais adotado: três estâncias de oito versos (repetindo-se sempre o último verso em cada uma delas), rimas em esquema ababacac, e um ofertório de quatro versos com rimas acac. No Brasil, os poetas parnasianos cultivaram a balada segundo a norma francesa, atraídos pela dificuldade formal. Já os poetas modernos adotaram o nome balada no título de alguns de seus poemas sem qualquer obediência a uma forma fixa, apenas chamando a atenção para a musicalidade dos versos ou para o seu conteúdo narrativo. Bons exemplos são Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Vinicius de Moraes, tendo sido este último o que mais se dedicou ao gênero, chegando a seu ponto alto no livro Poemas, sonetos e baladas.


sábado, 12 de outubro de 2013

Relacionamento humano



O melhor indicador do carácter de uma pessoa, é como ele trata as pessoas que não podem lhe trazer benefício algum!!! 

Frase da  internet assinada por Pastora Patrícia