quarta-feira, 15 de abril de 2015

A FORÇA DE UM ANJO.

Hoje vi uma criança levantar outra no colo, e essa era de estatura um tanto maior. Pensei comigo: como pode? Com que força consegue tal proeza esse ser tão delicado e frágil? Foi ai que entendi.

Elas são como anjos do céu, que aprendem a voar por serem leves. Por não carregarem inúteis e imensos pesos em suas almas.

Devo imitar os pequenos, nos seus júbilos em festa, ao examinar a beleza fugaz de uma bola de sabão, que, de um sopro surge, com seu colorido tudo enfeita, e, de repente, desaparece se tornando nada, ou, apenas uma lembrança feliz.

Devo aparentar liberdade àquele que precisar de mim. Demonstrar o quanto encontrei descanso Naquele que só o Bem quer me proporcionar.

Se quero levantar a moral de alguém, se desejo facilitar-lhe o acesso à Fonte que a possibilite lavar-se de suas dores, e em primeiro lugar demonstrar-lhe ternura e companheirismo, preciso antes esvaziar minha cesta, das "COISINHAS" que vou acumulando ao longo do meu caminho. 
Sem isso, o outro ainda correria o risco de receber em si, a esmagadora carga de minhas expectativas exageradas. Tentemos nos regozijar e desejar o pouco, mesmo que o mundo inteiro então nos ache loucos.

Por fim, se esse alguém se aproximar e pra mim nem conseguir sorrir, que eu possa me sentir suprida, provida de todo Amor do Alto. Sem carência, eu mesma lhe ofereça, de assalto, o que me seja incapaz de dar.

Autora: Eliana Teixeira da Silva

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